Visando evitar o desperdício deste importante recurso natural, algumas empresas de transportes de cargas decidiram investir em lava-rápidos ecológicos para tratar da limpeza de seus caminhões. Os centros de lavagem implantados em mais de 85 transportadoras pelo Brasil, como a Coopercarga, a Ultracargo, a JadLog e a Jamef, têm a capacidade de armazenar, tratar e reutilizar água, já que cada um possui uma estação de tratamento e reúso de água montada em parceria com a WFabrill, empresa especializada em limpezas industriais e automotivas.
Fabricio Rainatto, diretor de engenharia operacional da WFabrill explica o funcionamento dos lava-rápidos

Para a limpeza dos caminhões, são usadas pastilhas efervescentes. “As pastilhas são um dos produtos mais biodegradáveis que há no mercado. Demoram dez dias para biodegradarem. E ainda não atrapalham a estação de reúso”, afirma Rainatto. Para evitar ainda mais o desperdício de água, fazem parte do lava-rápido dispositivos que soltam a água em alta pressão, fazendo com que a limpeza seja mais eficiente. Além disso, o óleo e a graxa dos caminhões são separados da água e enviados sem custo a uma empresa que os reprocessa.

O problema do desperdício de água com limpeza, no entanto, não é só dos caminhões. Para a lavagem de um carro comum com uma mangueira, 560 litros de água são jogados fora. Em São Paulo, há somente um lava-rápido ecológico para automóveis instalado no Posto Ipiranga da Avenida Pompéia, na zona oeste da cidade. Uma solução bem mais simples que pode reduzir o desperdício, é lavar o automóvel com um balde e um pano, reduzindo, assim, o consumo para 40 litros.