Todas as manhãs, a primeira coisa que se fazia era olhar o progresso da pequena plantação. Os primeiros dias eram cheios de decepção, nada havia naquele copinho a não ser um algodão molhado.

No décimo dia, no entanto, ao acordar pela manhã, deparava-se com apenas com pequenos talos daquele pé de feijão que, imaginava-se, atingiria o teto do apartamento. O que poderia ter acontecido ao pézinho de feijão? Ao retornar a si depois daquela desilusão, percebeu o gato lambendo os beiços: só pode ter sido ele! Quanta raiva daquele gato...
Após se recuperar da tristeza e da ira passar, era hora de recomeçar. Copo, algodão, feijão. Três dias de decepção. No quarto, começa a brotar a pé de feijão. Ao se deitar para dormir lá pelo oitavo ou nono dia, o pé de feijão já atingira seus 15 centímetros. “Melhor colocar em cima da geladeira para o gato não pegar”. Pela manhã, ao acordar, apenas as raízes da pequena planta. “Como o gato subiu aqui?”. Não se sabe. E isso continou a acontecer durante anos, e o mistério de como o gato subia na geladeira nunca fora descoberto.
Hoje, os pés de feijão plantados por aquela que deixou de ser uma criança, crescem até os seus 20 centímetros. Que decepção! Eles murcham, secam e morrem com aquele mesmo tamanho. Tinha mais graça quando não passavam dos 15 centímetros.
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